sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Um sonho inesquecível

      Passava das 15:00 de uma terça-feira cinzenta de Fevereiro de 1999. Estaria ele ingressando na terceira série dentro de algumas semanas, e não aguentava mais aquelas férias. Tinha que trabalhar durante todos os intermináveis dias, e seu pagamento era o material escolar para aquele ano (que no fim das contas chegou somente em maio).

     - Por que raios todo mundo gosta dessas férias malditas? Claro, todo mundo se diverte nelas, exceto eu...sou um miserável mesmo.

    Por sorte não estava trabalhando longe de casa - na verdade no mesmo bairro, muito próximo da casa de muitos coleguinhas de escola, que o veriam a trabalhar maltrapilho e triste ouvindo os resmungos do pai, enquanto seguiam a brincar e se divertir. 

    De repente, aparece uma colega de um lugar misterioso. Era Maria Luiza, irmã do Éverton, um dos poucos amigos que outrora tivera. O sorriso dela era radiante, e o olhar dela veio de encontro ao dele de uma forma tão mágica que os segundos se tornaram horas naquele instante. Naquele momento o mundo poderia ter simplesmente parado.

- Ora, essa...quem diria que a Maria Luiza iria aparecer uma hora dessas...mas por que está me olhando com essa cara? Será que está com dó de mim? Acho que não...E o que é isso que estou sentindo agora? Sou uma criança, ainda...essas coisas somente os adultos sentem... - pensava ele.

Depois daqueles eternos segundos, Maria Luiza tomou a iniciativa de caminhar em sua direção. Sem desfazer o sorriso, mas sem pronunciar uma palavra sequer, ela pegou na mão do rapazinho franzino, puxou-o e o levou correndo para outra rua mais afastada, que naquela época ainda não era asfaltada e onde muitas crianças brincavam naquele exato momento. Ele sentia-se envergonhado por estar todo sujo de argamassa e tijolos, com uma bermuda remendada e molhada, chinelos havaianas trocados, o corpo ainda infantil sem camisa. Ela estava incrivelmente exuberante, como jamais a vira antes, vestida com uma camisa branca com botões e uma calça azul marinho. Estava com medo que seu pai fosse brigar com ele. Certamente bateria nele por não estar trabalhando, e por estar brincando na rua então...era provável que naquele dia seria usada uma vara verde para o castigo. Incrivelmente, ele engoliu esse medo e se deixou levar por essa sensação de liberdade e amor que ele jamais havia sentido antes. Deixou aquela mão levá-lo para onde bem quisesse.

Lembra de terem brincado livremente de pega-pega e de esconde esconde, somente eles dois e mais ninguém. Nunca antes se vira semelhante sorriso como no rosto do guri e da Maria Luiza. As pessoas ao redor aplaudiam e riam da felicidade daqueles dois, e comentavam baixinho: "olha só, o Chico brincando...".

De repente o céu escuro começa a desabar, mas estava tão perfeito aquele momento em que os dois brincavam que isso não seria empecilho algum - queriam aproveitar o máximo de tempo que fosse possível.  Maria Luiza estava ainda mais bela e mais sorridente mesmo estando molhada.  Já não brincavam somente de pega-pega ou de esconde-esconde, estavam brincando também de dança na chuva, ciranda e tantas outras. Ficaram também por algum tempo no balanço que havia na frente da casa de Maria Luiza, enquanto as ruas ficavam desertas devido a chuva que foi forte o suficiente para acabar com a tarde de todas as crianças do bairro, mas que não conseguiu separar em especial aquelas duas crianças que balançavam e cantavam.

Em determinado momento de uma das brincadeiras malucas, acidentalmente um deles se choca de frente com o outro, e Maria Luiza cai na grama molhada em cima do menino todo molhado e sem camisa. Como por instinto, o rapazinho rola sobre ela de modo a ficar por cima, afaga-lhe o rosto, afasta os cabelos negros e encharcados com a chuva e fica a contemplando por outro longuíssimos segundos que mais pareceram uma maravilhosa eternidade. Por mais que nenhum dos dois fosse exatamente belo, havia uma indescritível luz radiante no rosto de cada um. Os sorrisos não saíram do rosto de nenhum deles desde que se encontraram. Então, o guri esperou que Maria Luiza fechasse os olhos  musgos dela, para então fechar os seus lentamente e aproximar seu lábios dos dela. Ambos tiveram ali mesmo, na grama molhada, na chuva, o seu primeiro e inesquecível beijo. Um momento que durou pouco, mas o suficiente para se tornar também uma eternidade. Aquelas pequenas pessoas de idade tão tenra desfrutando de uma experiência de modo tão natural, tão belo, tão livre e sem culpa...o que viria depois já não importava a nenhum deles. É como se o mundo não existisse, apenas aquela chuva e aquela grama molhada. O mais incrível de tudo é que não pronunciaram uma única palavra sequer desde aquele momento em que Maria Luiza aparecera.

São 4 da madrugada. Francisco acorda-se e de repente se vê abraçando o travesseiro, negando-se a dormir de novo, mas ao mesmo tempo negando-se a acordar daquele sonho. É, foi somente um sonho, embora tenha acontecido realmente em Fevereiro de 99.  Tudo tão real. Algo que ele jamais imaginaria que passaria por ele. Aquele rapaz não dormiria nas noites seguintes de tão impressionado que ficou com o sonho. Já era um pré-adolescente? Talvez...Embora a dura realidade não tivesse mudado, ele nunca mais foi o mesmo, sempre lembrou daquele sonho e ás vezes revivia o momento que nunca existiu. Percebeu que deixou passar essa fase de sua vida sem uma experiência intensa e duradoura como essa. Aquele lugar naquela rua nunca mais foi o mesmo. Porém, Maria Luiza nunca mais foi vista. Mudou de bairro com seu irmão, uma rotina que acontecia com frequência com seus amigos, já que o bairro era muito afastado e poucos eram os que se dispunham a ficar ali por bastante tempo. Talvez nunca fosse viver de verdade um momento como aquele, mas sabia que era possível. Desde então, o rapazinho tímido sempre esperou ansiosamente o mês de Fevereiro, para quiçá o grande sonho finalmente se concretizasse em realidade....

*Fato real

Abrace sua loucura

Todos nós, seres humanos, fomos criados com a incrível capacidade de sermos originais e únicos. Se existe algo impossível nesse mundo é surgirem duas pessoas exatamente iguais, com as mesmas características, com as mesmas qualidades e defeitos, com o mesmo semblante e mesma aparência física.

Entretanto, na inversão de valores que vivemos na sociedade atual, ser original significa fazer tudo aquilo que é moda e que a grande maioria está fazendo. As pessoas trabalham arduamente para sustentar seus vícios, considerando o trabalho um pesado fardo a ser carregado eternamente morro acima. Posteriormente, utilizam seus salários para comprar roupas maravilhosas, que no fim das contas todo mundo está usando. Comem exatamente o mesmo arroz e feijão que está presente na maioria dos lares, assistem as mesmas novelas, consomem as mesmas notícias. Os mais jovens naturalmente adoram baladinhas onde podem sair de si mesmo por meio de bebidas alcoólicas ou drogas e beijar muitas bocas sem o menoR sabor e sem o menor sentido. Os mais velhos fazem quase o mesmo, mas preferem os bailes. O salário nunca dura o mês todo, sempre se fala muito mal das segundas-feiras como se somente os fins de semana tivessem vida exatamente. Sonham, sem o menor planejamento, que um dia a mega-sena irá mudar para sempre suas histórias, e deixarão de sofrer. Estão muito mais preocupados com o fim da novela ou com o noticiário do que com sues entes mais próximos, que por vezes estão precisando de sua palavra ou de seu silêncio. Assistem reality shows para saber da vida de outras pessoas, mas não conseguem dominar a sua própria. Apontam o dedo para outras pessoas para acusar tudo o que elas estariam fazendo de certo ou de errado, como se existisse o certo e o errado que que cada um fosse dono da razão e um ser superior aos demais. Acreditam que o mundo é injusto demais por não nos dar todas as nossas vontades. Não estão nem aí com os sentimentos e não se preocupam com o próximo. Sabem das tragéidas que ocorrem mundo afora, mas sempre acham que é o outro, que isso nunca lhe atingirá e que ocorrem por culpa do Governo ou da irresponsabilidade dos outros, esquecendo que moramos todos na mesma casa. Trocam ofensas e brigas sempre que os egos estão acima do bem e do mal, e nem se dão conta de que as pessoas no fim das contas estão em busca da mesma coisa: sobreviver, porém cada um da sua maneira. Não querem compreender ou ajudar o outro ser humano por considerá-lo um ignorante, já que chegou até ali por conta própria. Criam realidades ilusórias sobre si mesmo para mostrarem que possuem uma vida plena e perfeita, e jamais movem-se da mediocridade. Não sabem sequer entoar o hino de sua nação, mas sabem as letras de música que mais tocam nas paradas.  Invejam as pessoas que tem dinheiro. Consideram o dinheiro a substância universal, responsável por todas as felicidades que a vida pode oferecer. Saem do mar quando começa a chover por que tem medo de se molhar. Preferem se relacionar com pessoas esteticamente belas do que com as inteligentes. Aliás, pensar e estudar é coisa de gente chata e careta, é melor falar de coisas interessantes com pessoas bonitas. Jamais riem alto em um restaurante, jamais cantam em um ônibus lotado, jamais fogem de suas rotinas tradicionais para não perderem tempo. Para que mudar, não é mesmo? Deve-se preocupar-se mais com a reputação que com a consciência, mais com o dinheiro que com o amor verdadeiro, até por que isso todo mundo tem que fazer. E quem seria louco de não ser assim?
Lamentavelmente a grandiosa maioria da sociedade está seguindo a mesma linha. Chegamos a esse ponto justamente por jamais termos sido livres na história da humanidade, e essa foi a forma encontrada para sermos dominados em um momento da história da humanidade em que as religiões e as guerras já não possuem esse efeito. A perfeição com a qual se conduz essa sociedade doente e psicopata é tamanha que quem está ás margens dessa loucura chamada normalidade está sujeito á discriminação pelo resto de sua vida. Ironizam e criticam arduamente quem é diferente de tudo isso, como se dessa forma pudessem enfim mostrar para esses "pobres coitados" como são felizes. Fazem-nos acreditar que nós, os anormais, somos infelizes, mostram-nos o tempo todo "vitórias" e "felicidades" ilusórias e medícores, mostram que estamos fora de uma realidade colorida e maravilhosa, e nos fazem sentir que estamos em um fosso onde não existem cores nem brilho, onde devemos nos sujeitar às ironias e á maldade de quem é "superior" a nós. 
Pela minha criação e por tudo o que passei na infância e na adolescência, especialmente por características familiares, jamais pude ter uma vida normal, Desde os tempos de escola eu era um menino tímido e franzino que tirava as melhores notas mas que quase não tinha amigos. Passava os recreios vendo os colegas a brincar tão felizes enquanto não entendia por qual motivo era diferente e não estava ALI no meio de todo mundo, por qual razão estava em um mundo tão a parte. Via manifestações negativas de todos os lados, e somente as professoras gostavam de mim. Não tinha contato com ninguém da minha idade, e sempre tive regras rígidas e muitas proibições em casa, alem de ter que presenciar constantes brigas e problemas com alcoolismo. Não pude ser criança ou adolescente um único dia da minha vida. Naturalmente a tendência foi desenvolver uma depressão surda e muda, curada por mim mesmo. Por muito pouco não tirei a própria vida, e talvez no momento de maior desespero da minha vida encontrei a minha salvação: faça o bem a quem estiver ao seu redor. Ora, isso parecia tão sem sentido, mas afinal eu não tinha mais nada a perder na minha vida. Decidi nesse primeiro momento sorrir. Decidi não chegar em casa resmungando ou cabisbaixo, preferi brincar com as crianças. Preferi me permitir a fazer coisas que nunca tinha feito antes, o que é melhor, me permiti ser uma pessoa melhor para todo mundo. Por um dia deixei de ser uma garoto rebelde e consegui conversar com meus pais, por um dia eu consegui me aproximar de tantas outras pessoas e começar a conviver com elas. Foi o início de uma nova era, traça pelo amor ao próximo e acima de tudo pela liberdade. Comecei e ver quantos benefícios eu tinha, tais como a gentileza no trato com as pessoas, inteligência, confiança e outros. De repente enxerguei que o mundo estava carente e vazio, e que na verdade eu tinha muito dentro de mim e estava guardando justamente por acreditar que de nada valia aquilo. Muitas pessoas passaram pela minha vida desde então e eu deixei um pedaço de mim em cada uma delas, e hoje me considero muito feliz e realizado.

Descobri que tinha assumido minha loucura, e a partir dela extrair bons frutos. Descobri quanto tempo eu havia perdido na vida pela baixa estima, e passei a considerar que todos os dias valem a pena, que podemos ir muito além e que temos poderes incríveis, inclusive para sermos autores de nossa história em lugar de sermos vítima de nossos problemas. Descobri que todos os dias tudo se renova, que tudo vale a pena que às 00:00 temos a oportunidade de zerar tudo e fazer tudo de novo. Descobri que podemos ser adventores da paz e do amor, basta querermos. Descobri que a juventude é um estado de espírito. Descobri que todos os seres humanos possuem sua grande história de vida, mas que a maioria delas está obscurecida em meio a uma realidade marcada tão somente pela falsidade e mediocridade. Descobri que tenho muito a fazer pela vida de muitos alguéns, e que acima de tudo o mais importante da vida é viver a sua felicidade, viver a sua liberdade preocupando-se somente com a consciência. Jamais agradaremos a todos e jamais seremos donos da verdade, mas tampouco somos seres imprestáveis. Jamais estaremos certos, o que não quer dizer que sejamos errados. Devemos valorizar a NOSSA realidade, e canalizar todas as insatisfações de modo que elas se transformem em motivação para superá-las.

Devemos abraçar nossa loucura. Minha loucura é diferente de todas as loucuras, e ela me encanta e me fascina, talvez somente a mim e a mais ninguém. Permita a você mesmo ser livre e deixe de perder tempo em sua vida. A liberdade para você pode ser qualquer coisa, desde um banho de chuva até uma música que você canta e dança inconscientemente, mas o importante é ser livre e aprender a amar a si mesmo Mas após abraçar de vez sua loucura, jamais permita que chamem você de INFELIZ, pois o conceito de FELICIDADE está muito além daquele ditado por essa sociedade que está mergulhada em uma loucura muito maior chamada normalidade. E se eu pudesse ter a oportunidade de ser normal, a negaria terminantemente...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A "imbecilização" da sociedade - PARTE II: Os veículos informativos

Na primeira parte citamos aqui a contribuição dos realities shows para a imbecilização da sociedade e para o enfraquecimento do poder do povo. Agora nos voltamos para outro grande veículo de controle e manipulação: os veículos de informação, sejam eles telejornais, jornais impressos, revistas, webjornais ou radiojornais. 
Desde o advento dos grandes meios de comunicação, a começar pela imprensa até chegar aos dias atuais, com a internet chegando a cada vez mais lares, é possível obter informações variadas sobre tudo o que está acontecendo desde o lugar mais próximo de nós até o mais remoto. E a divulgação dessas informações sempre foi feita de tal maneira que não passava jamais pelas nossas cabeças a hipótese de que a notícia estava sendo distorcida, nem tampouco tendenciosa. Jamais pensamos que algo pode ser ocultado de acordo com a vontade de certas pessoas e, o que é o pior de tudo, desde sempre essas notícias se tornaram verdades absolutas. Se pararmos para pensar, as táticas de Goebbels nunca deixaram de ser utilizadas. As notícias que recebemos por algum dos meios aqui mencionados nos atingem diretamente, e o fato de as notícias geralmente serem trágicas e preocupantes sempre atinge inicialmente nosso emocional, antes mesmo que qualquer coisa passe pelo nosso crivo intelectual. Sentimentos de tristeza, injustiça, revolta e insatisfação são os mais comuns que nos passam após assistir um noticiário de televisão, por exemplo. Entretanto esses noticiários ocupam tempo e espaço em todos os lares. No Rio Grande do Sul, é sagrado assistir Jornal do Almoço, da RBS, em 96% dos lares!!! O Jornal Nacional é um dos programas televisivos com maior índice de audiência da história, bem como o Fantástico, ambos da Rede Globo.Quem nunca ouviu aquela famosa frase: "É verdade, eu ouvi no noticiário"? Qual foi o pai que nunca mandou o filho ficar quieto por que tinha que ouvir o noticiário, a coisa mais importante do mundo naquele momento?
Tudo o que é divulgado nesses meios informativos molda a opinião pública e vende determinado tipo de realidade para cada cidadão: uma realidade de sofrimento, tragédias, políticos corruptos, intempéries violentas da natureza, assassinatos e tantos outros. Não existe divulgação de boas notícias, somente aquilo que se mostra como trágico é que se mostra como visível, Nesse exato momento o Brasil todo está com seus olhos para a Região Serrana do Rio de Janeiro, estado que historicamente possui problemas com tempestades e moradias irregulares. Naturalmente a expulsão das pessoas de seus cortiços no centro da cidade  há 100 anos as obrigou a ficar irregularmente na periferia, e isso resulta em prejuízos atualmente. Entretanto, o que se vê na TV não é a explicação do que está acontecendo. O que se vê mesmo são imagens de destruição, mães chorando a perda de seus filhos, casas desmoronando, corpos de crianças sendo desenterrados, o desespero total, o caos instalado. E incrivelmente os espectadores parecem possuir uma atração por esse tipo de tragédia, até pelo fato de mostrar que estamos sujeitos a tudo. 
Há um lado bom nesse sentido da divulgação de tragédias, que é a comoção e a solidariedade espontâneos que surgem de todos os lados. Entretanto, elas viram mais um programa de entretenimento novelístico onde as pessoas ficam o tempo todo consumindo novas informaçoes e esperando pelo final feliz. E sempre mostram um final feliz, ou deixam tudo cair no esquecimento, como se esse tipo de situação não influenciasse todo mundo. Sempre tudo o que se mostra leva as pessoas entenderem que está acontecendo com o outro, nunca está atingindo a si mesma. E que a causa de tudo é o outro. A solução de tudo deve vir do Governo ou do outro, mas nunca vem. Os espectadores já se acostumaram com essa realidade e perderam a noção de reagir de modo diferente. Estão dominados. É cruel saber disso, mas a realidade é essa. 
Enquanto se faz desse tipo de informação um entretenimento para o povo, é obrigatório mantê-lo inerte e sem reação, para que ele não desenvolva seu intelecto e não questione o fato de ser oprimido e manipulado todos os dias severamente. Trata-se todo o público como se fossem crianças de 12 anos e se divulga apenas uma pequena parte da realidade. Apenas se mostra, jamais se explica. Nunca se motiva os cidadãos a buscarem melhores condições de vida, muito antes pelo contrário. Ela divulga cotidianamente uma sociedade violenta, e ao mesmo tempo que amedronta a população, torna comum a idéia de assaltar. Ou seja, o fato de aparecer na TV algo relacionado com brigas que resultam em morte, por exemplo, já torna inconscientemente normal esse tipo de atitude. Além disso, o povo fica com essa sensação de derrota, de frustração, de incapacidade. As pessoas tem medo de sair de suas casas. cria-se um clima de imbecilidade nesse sentido: cada um de nós, cidadãos inocentes, estamos fadados a carregar uma pesadíssima cruz eternamente, vendo nossos irmãos partindo mais cedo todos os dias por causa de alguma tragédia que outra pessoa distante cometeu, e nada podemos fazer para mudar, nem mesmo com o voto isso é possível...nada vai mudar mesmo. A sociedade está cada vez pior, não é mesmo?
Por fim vem o pior de tudo: saber que esses mesmos meios de comunicação poderiam ser usados como uma grande ferramenta para uma vida melhor, para a instrução e educação da população por meio da difusão de informações realmente úteis e de cultura popular e erudita. Saber que esses mesmos meios de comunicação tem muito mais informações a divulgar, mas que são escondidas a sete chaves, por interesse? Hoje o mundo está com olhos arregalados voltados para o ativista Julian Assange, o grande mentor do WikiLeaks, portal de divulgação de informações sigilosas. Felizmente há grupos de ativistas, como esse no qual Assange está inserido, que tem a grande vontade de mostrar a verdade ao mundo e tirá-lo da inércia da desinformação. Eu creio que a divulgação de úteis e verídicas informações para a população seria um grande passo para o conhecimento, a democracia e a liberdade, coisas que não existem nos dias atuais. Louvável a ação do WikiLeaks, bom seria se abrangesse a todos os países.

Deixo apenas uma dica: JAMAIS tarte uma notícia como verdade absoluta, e lembre-se que por trás do que você está sabendo há muita coisa que você jamais poderá saber (continua...)

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A "imbecilização" da sociedade - PARTE I: O "BBB"

No exato momento em que esse texto é escrito, boa parte dos brasileiros está com uma grande preocupação: o Big Brother Brasil, reality show realizado e transmitido pela Rede Globo. Mais uma vez entra em ação uma grande arma para tornar a sociedade mais dócil e mais manipulável, uma arma entre muitas outras, porém de grande impacto.
Primeiramente ilude muitas pessoas ao supor que seleciona pessoas comuns, ou seja, que qualquer um pode desfrutar de vida boa na "casa" e ainda por cima se tornar famoso. Depois coloca em cena projetos de artistas fracassados, que seguem roteiro pré-elaborado em um teatro que dura 24 horas por dia, e esses atores terão comportamentos e falas que estarão na boca do povo em questão se segundos (o fenômeno do Agenda Setting). Dessa forma, molda o estilo de família e até mesmo o de sociedade que se deve seguir. As coisas mais banais, fúteis, chulas e de mau gosto são vistas, e isso perigosamente passa a ser considerado normal.
Ou seja, além de fazer as pessoas acreditarem no sonho impossível de mudar de vida de uma hora para outra ("quem sabe um dia eu entro naquela casa", pensam), dita modas e comportamentos que o capitalismo espera, isso incluindo o sotaque, a cultura, os gestos, as roupas, os móveis da casa, os nomes de pessoas, e principalmente os costumes. O BBB determina nos lares onde penetra o fim total de qualquer tipo de cultura popular ou erudita que exista e coloca em seu lugar uma suja cultura massiva. As famílias tendem a se tornar ainda mais desestruturadas e serem taxadas de algo sem importância, especialmente para os jovens. Não há família naquela casa.  A felicidade é vendida nessas doses herméticas todos os dias na rede Globo. Quem tem poder aquisitivo assina para assistir o grande teatro 24 horas por dia. O evento passa a fazer parte da vida das pessoas, e muitas delas até esquecem das suas vidas. Tem ainda aqueles que mandam caríssimas mensagens de texto, acreditando que podem mudar o resultado do "grande jogo".
A grande explicação para a existência desse tipo de imbecilização pode ser refletida após a leitura de "1984", de George Orwell. Aliás, é dele o termo Grande Irmão - Big Brother. Em sua obra, o Grande Irmão é o grande líder de uma das três superpotências que existe no planeta: a Oceania. Winston trabalhava para o Partido interno desse governo que mantinha o poder da população por meio da guerra contínua, da escassez de alimentos e outros. Esse governo podia mudar até os registros históricos se quisesse. As "teletelas" (espécie de TV misturada com câmera, pela qual se divulgavam os boletins e músicas do governo e pelas quais o governo observava os passos dos cidadãos) estavam por toda a parte, e nem mesmo um pensamento errado era permitido. Esse governo era extremamente eficiente em controlar as mentes, de forma a perpetuar o poder. A miséria era mantida a fim de o povo não ter acesso ao conforto, pois se assim o fizesse também teria mais condições de pensar intelectualmente, e poderiam questionar o poder.
Hoje, em lugar de guerras, a sociedade domestica os cidadãos por meio da televisão, por meio de novelas, filmes, noticiários e do Grande Irmão - o Big Brother. A "casa" é vigiada 24 horas por dia, assim como a Oceania de George Orwell. No entanto, é na sua casa que eles se focam, é a sua família que eles querem atingir. {continua).

domingo, 9 de janeiro de 2011

O perigo da auto-suficiência

Cada dia que passa, conhecemos pessoas cada vez mais arrogantes, ignorantes, egoístas e estúpidas. Pessoas que acreditam que o mundo todo está unicamente ao seu dispor e que todos devem cumprir suas vontades. Pessoas que não ligam para sentimentos, nem os seus nem o dos outros, e que julgam não dependerem de ninguém além de si mesmos. Pessoas que consideram ter super poderes a ponto de as tornar superiores aos demais seres (nesse caso o dinheiro também pode ser considerado um super-poder). E são justamente essas pessoas que cometem as atrocidades que estamos acostumados a ver nos noticiários. São essas pessoas que tornam o mundo mais cruel e desumano, bem como podem estragar nosso dia, ou, dependendo o caso, uma vida inteira. E o pior de tudo: cada vez mais e mais pessoas estão buscando o isolamento e a auto-suficiência. Essa idéia nos é vendida todos os dias, e é justamente por isso que hoje em dia é normal um pai de família dar mais atenção ao seu novo veículo do que ao seu filho.

Infelizmente essas pessoas foram educadas desde criança a serem assim. Seus pais, em lugar de reprimirem seus atos maldosos e lhes instruírem a seguir bons caminhos, preferiram dar-lhes tudo o que queriam, e essas pessoas cresceram com essa idéia de que tudo o que elas querem deve ser atendido. É lamentável que cada vez mais isso esteja acontecendo, e o que é pior, as crianças estão indo quase todas pelo mesmo caminho atualmente. Os pais acreditam que amar um filho é dar-lhe tudo o que ele quer e se manter longe deles, já que é preciso trabalhar para garantir tudo o que os filhos pedem.

Mas nós, que já temos nossa capacidade de discernimento bem definida, devemos escolher outro caminho. Mal sabe uma pessoa auto-suficiente como é bom depender de outras pessoas. Mal sabem como é bom também ter pessoas que confiam em nós uma dor ou dificuldade com a certeza de que faremos a vida delas melhor. Eu me orgulho de dizer que sozinho não sou nada, e agradeço todos os dias por ter tantas pessoas das quais dependo, e tantas pessoas que de alguma maneira precisam da minha existência. Não somos seres perfeitos e nossa vida não é perfeita e isso vale para todos. Logo, de nada adianta querer esconder esse fato, devemos sim é escancarar nossas qualidades maiores e colocá las á disposição de todo mundo, bem como expor nossas feridas para que alguém caridosamente as cure de alguma forma. É algo que faz parte da lei da vida. Nada mais fantástico que compartilharmos nossas vidas, compreendermos as dificuldades do próximo e as nossas mesmo e tornar a vida mais agradável e saudável dessa forma.

Não devemos jamais ter vergonha de dizer que precisamos de muitos "alguéns". Nossa sobrevivência somente se dá em grupo, e de nada adianta ser egoísta ou querer ser superior a alguém. No fim das contas, nada levamos a não ser aquilo que vivemos de bom verdadeiramente. As fortunas materiais e o status são meras superficialidades ilusórias, e por isso mesmo nada saímos ganhando quando decidimos ser independentes. Façamos o contrário: sejamos cada vez mais dependentes, o mundo precisa disso!

O amor e o destino

Afinal, devemos mesmo crer no destino?
Devemos crer que nosso amanhã já está programado
E o que passou ontem deveria ter acontecido mesmo daquela forma?
Nossos instintos, sentimentos e atitudes são mesmo partes de um jogo já predestinado?

E onde estará o sentido da nossa vida?
Onde estará o sentido da nossa existência?
Somos mesmo micropartículas que não podem agir nem mesmo sobre sua própria história
E que estão aqui cumprindo um mero roteiro?

Mesmo aquele emprego que você tanto desejou e conseguiu
Ou aquela viagem, ou aquele bem material
Seriam todas essas coisas meros artifiícios
Para cobrir o vazio de nossa existência?

E então, de que valeria toda essa experiência
Se no fim das contas somente obedecemos o Universo?
Se tudo pode mudar em questão de segundos
E pode acabar com a mesma velocidade?

Existe sim uma razão universal para nossa existência.
Somente o AMOR, e nada mais
Nossos sentimentos são todos ligados a ele
Este que é a grande substância universal
Maestro de todas as sensações
Essência de todas as vidas

Somente existimos graças a um ato de amor
E é somente ele que nos faz viver e lutar todos os dias
Pois uma pessoa que não possui amor ao seu redor
Nada faz para prosseguir sobrevivendo

Quisera o destino
Que o grande mistério da vida somente se mantivesse
Quando existisse um profundo sentimento de amor entre duas pessoas
Será que o mesmo destino nos reserva também a pessoa certa?

Será que somos predestinados a amar somente um alguém verdadeiramente?
Será que estamos condenados a ser escravos do amor
Quando confundirmos a paixão com algum outro sentimento
E ficarmos pendurados a uma única pessoa
Acreditando e estando convencido de que ela é a correta?

E por que raios o sentimento é maior por determinada pessoa
Que por vezes nem pensa da mesma forma
E está sentindo isso por uma outra
Que por sua vez sente isso por outra
Que por sua vez se considera auto-suficiente?

Será o destino também o agente principal para o fortalecimento desses sentimentos em nosso interior?
Mas não seria mais fácil amarmos e sermos amados na mesma medida
Uma pessoa pela outra e nada mais?
Mas não disseram que a vida é fácil, somente que ela vale muito a pena...

O que motiva o destino
A manter juntas durante décadas pessoas que não cultivam mais amor
Enquanto mantém separadas pessoas que se amam de verdade?
O que motiva essa imperfeição carregada de sofrimento
Que consequentemente também se torna fonte de inesgotáveis alegrias?

E o que fazemos nós diante desse provável destino
Visto que tantas coisas em nossa vida estão fora do nosso controle?
Podemos mudar esse roteiro
Ou nossas atitudes determinam sempre esse roteiro em constante metamorfose?

Enquanto não chegarmos todos a essa concepção
Não seremos capazes de dar verdadeiro sentido a nossas vidas
E andaremos a esmo vivendo a imensa paranóia de sermos sujeitos "normais"
Lutando tanto por coisas terrenas
Sem perceber que a vida é muito mais do que isso
E que somos partículas em meio a um grandioso Universo
E que nem mesmo nossos sentimentos estão sob nosso pleno controle

Só nos resta portanto uma única medida: AMAR SEM MEDIDA
Somente esse ato, como meta única de todos os dias
É capaz de provocar mudanças profundas
E de nos fazer fortes e felizes de verdade

Isso sim, é uma escolha a qual temos direito
Amar tudo e todos os que fazem parte de sua vida
Ou acreditar que lutando por dinheiro e status sua vida será plenamente realizada
E que você um dia será o centro do Universo.
Não busque tanto ser o centro das atenções.
Busque o centro do coração de quem estiver ao seu redor!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

A dificuldade em dizer "Eu te amo"

Sem dúvida este é um dos maiores dilemas que um ser humano enfrenta em sua vida, apesar de aparentemente representar uma tarefa tão simples...Em vários momentos já tivemos contra a parede precisando encarar essa nobre e difícil missão que tem como função afirmar um sentimento que está nascendo ou confirmar outra desilusão, ou outro fora. Mas é uma confissão belíssima, que quando acontece muda repentinamente a situação de quem fala e de quem ouve a mensagem.
Acima de tudo, dizer "Eu te amo" para alguém é uma grande decisão que pode mudar a vida para sempre. Tão importante que amedronta os mais valentes indivíduos e os fazem tomar coragem e pensar na maneira como pronunciarão isso durante dias, meses, anos...a maioria sequer tem coragem de fazer isso, prefere apelar às indiretas, geralmente mal-sucedidas.
Dizer "Eu te amo" é enlouquecedor, ainda mais para quem é tímido e para quem não tem experiência com relações amorosas. Perdemos inúmeras noites pensando se realmente é amor o que se sente, a pessoa amada não sai mais de nossos olhos e fica-se imaginando momentos bons que futuramente podem vir. Logo a gente cai da cama, e vem os pensamentos pessimistas. Surge o medo de se desiludir outra vez, de confundir os sentimentos, de levar outro fora...acontece bastante de a pessoa acreditar que outra está gostando dela e até enxerga sinais disso nela, mas que na verdade nem existem e essa pessoa não está nem aí.
O fato é que existe inúmeras possibilidades de reação para uma confissão de tamanho gênero tal e qual é dizer "Eu te amo". E então, quando não desistimos da idéia e o amor está virando uma angústia, resolve-se finalmente tomar a brilhante iniciativa de demonstrar o mais belo dos sentimentos para outra pessoa. E agora, como fazer isso? Convido para sair? Dou um cartão e um presente? Mando uma Direct Message via Twitter? Encomendo uma mensagem ao vivo daquelas bem melosas e alarmentas? E a reação, qual será? Surpresa? Encanto? Decepção? Em que lugar faço isso, na frente de casa, na esquina, na lagoa, na frente do bailão? 
Porém, finalmente  passada essa fase, o resultado sempre é positivo: ou começamos uma relação, ou acabamos de vez com a angústia, levantamos a cabeça e partimos para outra. De qualquer forma, deveríamos dizer "Eu te amo" com mais frequência, pois nunca se sabe o dia de amanhã. Não devemos deixar sempre para depois ou lembrar de fazer isso somente quando a pessoa se ausentar. Pode ser constrangedor e nos deixar bastante vermelhos, mas façamos o exercício.Tenhamos sempre a quem amar, e não tenhamos medo de confessar isso. Se vier arrependimento depois, que seja por aquilo que fizemos, e não por aquilo que não fizemos. Por medo de agir em uma circunstância como essa. É provável que haja duas almas felizes e apaixonadas a menos no mundo, não vale a pena desperdiçar ou deixar de tentar. A quem conseguir cumprir a honrosa missão, favor ensinar ao autor do blog...

PS: Válido somente quando existe amor verdadeiro.

Ação de Graças

Está começando mais um ano, e eis a primeira postagem em PENSADORES AMADORES em 2011! Aproveito o espaço para, como autor do blog, escrever um pouquinho em primeira pessoa, o que é muito raro da minha parte visto que a grande maioria das postagens são em terceira pessoa. 
Já comentei que o simples fato de presenciarmos uma virada de ano representa o privilégio de termos fechado mais um ciclo completo no qual a Terra deu a volta inteirinha em torno do Sol. Esse privilégio não foi aproveitado por todos que começaram esse ano, e devemos sim valorizar bem esse momento. A época costuma ser de badalação, correria, vontade de tirar férias, correria, calor....mas devemos refletir o que nós queremos ser, o que queremos conquistar e onde queremos chegar em 2011. Esse momento é necessário para dar a nossas vidas maior sentido, e para tirar de cada dia maior proveito. Devemos sempre ter sonhos e amores, do contrário nossa vida não é nada.
Porém, quando tirei para fazer meu momento de reflexão, verifiquei o quanto minha vida foi mudada em 201, quantas conquistas que tive e momentos que nunca mais vou esquecer. Tive também aprendizados e  momentos não tão agradáveis, mas o balanço foi extremamente positivo. Sinto ter amadurecido muito, e ao mesmo tempo é como se muitos privilégios que não tive quando criança fossem vividos, sensações novas e boas. Levo de 2010 uma grande conquista e uma grande lição que foram responsáveis por uma enorme evolução em minha vida. A grande conquista foi a LIBERDADE. Depois de uma infância e uma pré-adolescência traumáticos por vários motivos, ainda não sabia o que era ser autor da minha própria história, senhor do meu próprio destino. Não tinha sonhos nem expectativas, e possuía comigo mesmo um sentimento que mesclava o ódio por mim mesmo com a depressão. Quando descobri, por própria conta, que eu não precisava viver dessa forma e que a vida tinha ainda muito a oferecer, comecei uma grandiosa luta para ir atrás dos meus objetivos. Felizmente quase todos foram cumpridos, e minha vida mudou para sempre. Essa mudança foi um tanto quanto vagarosa, mas acredito ter finalmente trazido seus primeiros frutos.
A grande lição de 2010 é o amor como medida de todas as coisas, como lei e substância universal. Fiz essa descoberta após dois meses de profunda angústia, que parecia não ter fim (pra variar, estava desiludido amorosamente).  Decidi pra mim mesmo, em um momento de desespero na madrugada, quando as lágrimas molhavam o travesseiro, que dedicaria minha vida tão somente a fazer a vida das pessoas ao meu redor melhor, visto que eu nada tinha mais a perder. O resultado logo no primeiro dia foi surpreendente, o que me auxiliou também a ser mais livre. As oportunidades apareceram instantaneamente, meu coração se iluminou para nunca mais encontrar as trevas novamente. Foi uma mudança que provou que devemos sempre andar de braços abertos e cabeça erguida. Tornei-me um ser que não sofre mais á toa, e mesmo nos dias de maior caos eu encontro refúgio interno e motivos de sobra para sorrir...é algo que gosto de compartilhar com as pessoas, para mim é uma grande vitória pessoal que me faz ter muita esperança e euforia.

E por que o título dessa postagem é AÇÃO DE GRAÇAS? Porque começo 2011 extremamente grato pelo que 2010 me representou, e por ter tantas expectativas para esse novo ciclo. Hoje sou grato pela minha vida, pela minha família, pelos meus grandes amigos, grato a você que está lendo esse texto, grato ao sol e à chuva, grato pela existência e pelo amor. E gostaria de compartilhar com cada um dos grandes amigos esse sentimento, e dizer a cada pessoa, especialmente as conhecidas em 2010, o quanto elas foram importantes e especiais para mim!!
Não esqueçamos que todo dia nasce novo em cada amanhecer! Façamos de 2011 o melhor ano de nossas vidas!!

FELIZ ANO NOVO!!!

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